sexta-feira, fevereiro 09, 2007

AMADORES



Depois de um dia cheio de trabalho dois amigos encontram-se para beber um bom vinho e, com o seu veludo, respirar sobre a vida.
O salão nobre daquele colossal edifício teatral encontrava-se a sós com eles.
As cadeiras barrocas forradas de veludo vermelho amparavam-lhes o cansaço, e o cheiro a talhas de madeira orientava-os pelas memórias.


- Às vezes perdemos tanto tempo com pessoas que não merecem assim tanto a nossa atenção e esquecemo-nos de tantas outras coisas e pessoas nas nossas vidas que nem percebemos o que é fundamental!

- ...é mesmo.

- A sério meu querido... ele não merece mais nada de ti. Tenta elevar-te sobre a tua pessoa e a tua própria vida e tenta perceber o que realmente é importante para ti. Vais ver que não o encontras na lista depois de tudo o que ele ja te mostrou!

- Mas sei que talvez não vá durar muito!Acima de tudo gostava de tentar ser amigo dele! Mas pelo menos por enquanto não quero falar com ele!

- Ser amigo de ex-qualquer coisa é uma tarefa só para gente adulta. E se tiveres a mesma sorte que eu tive...esquece! Não valerá a pena o esforço...

- Pois, também já pensei nisso.

- Olha, muito sinceramente, observa bem o meu filme e vê bem o que não deves fazer. Aprende com o meu exemplo que à coisas e pessoas que, por muito que queiras ver nelas até um pessoa fantástica, com a qual gostarias de contruir um relação de amizade quanto mais não seja pelas memórias e respeito do que viveram em comum, elas nunca o irão permetir. Porque isso é uma fantasia só tua. Eles só sabem desempenhar um papel no palco de cada peça, porque não têm maturidade para saber ser mais do que isso.
Vais insistir num "actor" que só sabe ser e sentir-se de uma só forma?...não... esse é o tipo de "profissional da vida" com quem não deves perder nem mais um segundo porque sairás sempre defraldado.
Escolhe bem o teu elenco e rodeia-te de gente profissional. E como a peça é a vida, o profissionalismo será portanto aquilo que nunca verás neles, maturidade.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

happy birthday "RITITI"


LOVE YOU BABEEEEEEEEEE!!!!!
happy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthdayhappy birthday!!!!!
;)

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Help yourself

E terminei hoje a história.
Ao som...

You can't change without someone's shadow
'Cuz then it's gone
when you still shine
You can't change to solve somebody's name
Don't blink until you're made

When all destroyed, broke all in Hell,
and you don't need what you could steal;
I'm feeling like something I don't know that's wrong
And I know the sad in my heart

Help yourself
Help yourself with what you need, yeah
Help yourself when
Help yourself when you don't need it
Help yourself


(...)

Death In Vegas inScorpio Rising
2002

I Cant Escape Myself

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

in SEM TÍTULO


(...)
"Quem és tu afinal será a questão que levo apenas cravada no meu silêncio…
És uma mariposa ou apenas mais um insecto alado?
É um movimento contínuo, um gesto parado, uma quebra de ar nas tábuas de madeira que, de repente, parecem ter forrado também o teu chão."

in SEM TÍTULO
04.Fev.2007

domingo, fevereiro 04, 2007

Vingança

E talvez por isto eu nunca tenha gostado de gatos...

"Não, comigo não brincam. E eu vingo-me sempre sabe. Fico à espera para me vingar. E depois vingo-me. Sempre. Sabe aquele de quem lhe falei? Aquela grande paixão? Grande amor? Ele foi-se embora e então eu disse a mim mesmo “espera aí, espera, vais ver meu rapaz, ainda me hei-de-vingar! Vais ver como elas te mordem!.” E assim foi. Não é que um dia estava eu muito sossegado na minha casa e ele foi lá e implorou-me para eu o deixar voltar! Sabe lá o que me custou, mas disse-lhe que não, que nunca, nunca mais o queria ver. Nem sonha o que me custou! Mas eu tinha de me vingar. E nunca mais o vi. Sofri muito, mas nunca mais o vi. E pronto. Agora adoro os meus gatos. E os meus amigos. Sou muito amigo dos meus amigos e os meus amigos são muito meus amigos. E quando me traem eu não perdoo. É que não perdoo mesmo. Aliás, eles sabem. Andam ali direitinhos. A amizade é como o amor. É tudo a mesma coisa. Odeio filhos da puta. É por isso que gosto tanto dos meus gatos. É que os gatos, sabe, não são filhos da puta e como eu cada vez mais me pareço com uma velha, uma velha macaca, aliás, é estranho mas pareço, os gatos afeiçoam-se a mim. Pensam que estão com uma velha, ou uma velha macaca, apesar da voz. É engraçado não é? Para lhe dizer com toda a franqueza nunca quis ser mulher. Sempre quis ser como sou e o que sou. Um homem. Uma mulher não. É isso que eu digo de manhã, ao espelho, quando hidrato a pele. “Tu és um homem.” E esse homem sou eu. E é assim que têm de gostar de mim. Ou de não gostar de mim. Mas é assim. Exactamente como eu sou. É claro que há um preço a pagar. Mas não faz mal. Eu pago o preço. Eu pago. Era o que o meu pai dizia. Mas como nunca gostei dele, pago o preço."

by Graça Lobo in SINCERAMENTE



Sinceramente é a história de uma mulher enterrada, de uma parede, de uma vingança. Sobem ao palco um actor, uma actriz e um basset. Temos um jantar, fala-se de felicidade, de direitos, de separação. Fala a Graça Lobo. Histórias breves, cortantes. São os dramas do pai, da filha, da irmã, do padrinho, um mundo inteiro em fúria, muita gente inquieta mas viva. Relatos de amor e humor, de uma outra mulher, de nome Graça Lobo, que por momentos desce do palco, redescobre o ofício de escritor, e se deixa monologar, assim, sinceramente.

Oficina do Livro
Set.2001

quinta-feira, fevereiro 01, 2007