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segunda-feira, outubro 30, 2006

Enough is Enough


Tudo na vida tem um príncípio, meio e fim.
Nada é eterno e isso torna tudo verdadeiramente mais interessante.

Hoje entrego as provas que procuravas para te libertar...
Mas não a ti, não quiseste.
Era importante, tu sabias, eu disse-te.
Não quiseste ouvir e que assim seja.

Na vida é tudo uma questão de prespectiva, começo a acreditar.

E sabes que mais...
Apesar de impossível, farei com que apartir deste momento a importância e relevância do que tinha para te dizer morra aqui mesmo, assim...agora.
Que a vida um dia te surpeenda e te faça lembrar a ironia dos factos em ti.
Que numa gargalhada se revele toda a compaixão por esse corpo que rejeitas com demasiada força.

E que ao olhares para trás no tempo me revejas o rosto com aquela expressão de felicidade... Que te aperecebas que já não cá estarei, porque nunca quiseste ir a Versailles.

Ainda assim o mais importante é o hábito, o traje, a forma, a cor...
Nesta cidade pequena o inevitável estará sempre presente, e o que agora faço me permita surrir-te amanhã.

Pro C@RALHO ;)...lolol...pq me apetece!

:D...e ri ri ri, ri bem alto, pq o mais importante na vida é saber-lhe sorrir... Que o Jacques já partiu para Budapeste.

And with a smile i say good bye. :)

segunda-feira, outubro 16, 2006

Night Storm



O dia começara tarde.
A tarde anunciava aquela estação que Jacque sempre esperava com as malas feitas.

Ao anoitecer olhou-se no espelho e percebeu que tinha passado o dia, em repouso, sobre si mesmo, a pensar.
E que as conlcusões eram mais que muitas, ou se calhar até bem poucas, desde que verdadeiramente reais.

"E que tal um bom vinho acompanhado por uns bons queijos, nesta noite de trovoada?" Sugere Jacques ao seu bom e velho amigo de grande caminhadas.

E soube tão bem, tão verdadeiramente bem.
Existem perfumes que nos fazem ver tudo melhor, sabores que tudo nos recordam e pessoas que em tudo nos preenchem.

E com este sentimeno, sensação ou apenas frame de felicidade, a noite trouxe de regresso o manto de veludo que o bom vinho recordava.
Aquele manto deixado cair por momentos... em que Jacques vasculhava Teresa dentro de si.
"Não existe. Nunca existiu... Hoje sei e nem sequer sinto saudades. Existem lugares e momentos para tudo. E em mim,nunca coube ao que agora sei."

Abraça o seu amigo, e no calor de toda a verdade, faz anunciar o seu regresso.
E ao meter a chave à porta retorna o olhar para a tempestade. Fascinado com aquela grandiosidade recorda um texto que escrevera em tempos. E ao recordar o texto recordou a liberdade em si.
FuckMeHard foi o título que recordou.

Mas a chuva e a trovoada continuavam a fazer daquela uma fantástica noite de tempestade.
E em noites de tempestade sempre gostara de fazer mudanças e tomar decisões.

"E foi tão bom no aconchego de tudo o que me deste sem sequer dares conta de nada.
Sabes, algures naquela cama, enquanto o teu sono observava, cheguei mesmo a acreditar poder fazer-te felíz.
E digo-o sem qualquer pudor porque não sinto que tenha fracassado. Sinto que tentei, e com isso liberto de mim qualquer teia de dúvida sobre a nobresa dos meus gestos ou a veracidade de todos os verbos utilizados entre nós.
Mas hoje a noite recorda-me em mim, e mostra-me que não posso, não devo, nem quero semear a dúvida entre a insistência e o esforço, entre o certo e o errado, entre o emotivo e o exagero.
Não, não será assim... não quero.
Espero que essa vida em suspensão te traga um dia à terra e que te recordes do meu nome como prometeste.
Hoje, quando mergulhar ao adormecer, recordarei pela última vez o momento em que dizias: Dorme, dorme...que eu não deixarei que ninguém te faça mal.
Hoje será a última noite em que o faço até que um dia, se a vida assim o entender em ti, me o recordes tu.
Não espero resposta a esta carta...tu sabes. Acho que finalmente sei o que esperar de ti.
E se agora neste instante tu, ao ouvir-me, com aquele teu olhar de abandono, me perguntasses se eras uma desilusão?
Não sei...Dei comigo a pensar que às vezes o queres de tal forma que acabas por te tornar nisso,não sei.Mas hoje, agora, não. Não és uma desilusão porque isso ía-me obrigagar a tornar ilusão tudo aquilo que encontrei aí, em ti.
E por muito charmosa que fosse essa sentença em ti, permito-me eu a mim mesmo, a arrogância proclamada e não.
Ainda sei o que vejo... Mesmo que às vezes veja o que não deva e tenha que fingir que não vi, por cortesia, respeito ou até compaixão. Aqui, sei que o farei por afecto. Que fique claro.
Não te percas no medo de viver, vive.
Nunca te esqueças que por mais solitário que seja qualquer caminho, nada existe sem gente nem coisas para te criarem o espaço onde existes em ti.
Fecha os olhos e respira. Abre os braços e abraça as gentes lá fora.
E sorri, que te fica tão bem.
Até sempre, até um dia, até amanhã...

Amanhã regresso a casa e se me quiseres procurar sabes bem onde me encontrar.

Jacques. "



Escreveu então numa folha que nunca verá a luz o dia.

Sorriu para a noite, sorriu para si e mergulhou entre os lençois recordando a viagem e o amanhã.
Semi-serrou os olhos... e adormeceu.

domingo, outubro 15, 2006

Wake Up


Foda-se!

São 05:49 am e, agora que chego a casa, só me ocorre um pensamento.

Existem noites que, por muito discretas ou silenciosas possam parecer, esmagam-nos com uma multidão de conclusões inacreditáveis.

Sóbrio... e é verdadeiramente sóbrio que me encontro.
Inacreditável!!!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Apetece-te?


E perdeu-se naquele olhar.

Às vezes, Jacques dava-se conta que pensar nem sempre era uma atitude correcta.
Mas também sabia que era mais forte que ele.

Anoitecera, e o cansaço subia-lhe pelas pernas sob formas estranhas e entranhadas.

Entre a multidão que, como correntes, se movimentava naquela calçada, alcança aquele olhar.

“Foda-se, apetece-te ou não?”

Era sobretudo o eco que rasgava o a sua traqueia ensaguentada. Mas dali não saíra por nada.

“E a mim apetece-me, por muito disparatado ou surreal que possa parecer!Por muito diferentes que possamos ser, por muito que as cores, em nós, tomem formas diferentes de estar… Apetece-me, porque me faz sentido!
E sinceramente não consigo perceber se te apetece sem sentido ou se te faz sentido apetecer… ou até mesmo se não te apetece por não te fazer sentido, ou se te faz sentido que não te apeteça.
Ouves-me?”


E no fundo uma gargalhada que, entre a vegetação da serra, o vendo naquele carro, o cheiro a gasolina, a calçada do bairro-alto, o barulho do aspirador, as côcegas surpreendentes…e tudo, tudo o mais se solta quando Jacques os sentiu felíz.

“Venham as bolas de sabão, ou o tal cheiro a torradas perto do tejo. O calor do sol pelas costas como gostas, ou o sol pela cara como não resisto sem sorrir… Venha tudo, mas venha apenas sem restrições, calculos ou pensamentos… fodasse, ainda hoje, apeteces-me…e faço questão de o gritar-te sem pudor, porque amanhã posso não cá estar e não quero que o deixes de saber. Estranhamente faz-me sentido, estranhamente…foda-se, eu arrisco…foda-se,apetece-me!”

segunda-feira, outubro 02, 2006

...wait.

Vai chover, na certa…


“E sobre eles pouco se sabe…”

Podia começar assim…

“A vista sobre a cidade emoldurava-os de eles mesmos..”

ou assim … mas hoje o piroso não me soa nada válido.

Sento-me aqui, com as palavras nos dedos, e os ossos controlam-me o seu limite.
Os tecidos, que constituiem os pequenos músculos, contorcem-se silenciosamente para evitar o gesto. O sangue ruma sem direcção certeira…e algo, no cérebro, envia a informação de que pode não ser para norte.

Na manhã seguinte o dia acorda em pleno Outono.
As nuvens cinzentas, carregadas de Inverno, anunciam a despedida do calor tropical que se vive aqui.

Acredito cada vez mais na perfeição das coisas belas.
Na beleza da vida em meu redor.
Na sublime atitude de cada gesto, controlado, dançado ou até mesmo livre e desgovernado.

Hoje acabará por chover.

A água lavará o chão que percorro, tenho a certeza.

E o irónico que dança sobre o festim de todas a dores e lições de vida?…
Insane, sorriu ao espelho e pensou:
“E o bem que me soube deixar a poltrona de veludo e andar descalço pela calçada…”

E, se por um único segundo apenas, eu pudesse retribuir o que fizeste por mim em tão pouco tempo. Se eu pudesse… Nem imaginas.
Obrigado. …mesmo, muito obrigado.

E que palavras tentavas cravar naquele abraço?

Sinto-me hoje doralice… e a gargalhada em espirais, em pontas descalças, rebenta em mim sobre toda e qualquer insanidade.
“Não sei, juro que não sei… juro que me perdi. E preciso que me o digas.”
Foi um “até sempre e nunca mais.” ou um “até amanhã e dentro em breve se possível.”?


Vai chover, na certa…
Espero que chova, a chuva faz sempre bem… “lava a alma” como diria a Cibelle!!!

Mas que não chova em silêncio, pois que chova sim, mas em forma de qualquer coisa.
O silêncio e a “não forma” (seja ela qual for) hoje não me saberiam a nada…e o nada é o tudo o mais que não quero no rebentar deste Outono que aguardo felíz.

quinta-feira, setembro 28, 2006

White Horse


E podia-se morrer ao som daquela paisagem nocturna.
Aquele âmago em gesto… aquele gemido em olhar.
Aquele lugar inviolável, aquele canto teu.

Ainda consigo sentir o calor…
Estranho…

O cansaço esmagava-me os ossos mas eu poderia ter adormecido ali… assim, em silêncio, ao compasso do teu mundo em dor.
A minha pele movia-se e no sangue corria um gesto que, em coreografia com as vozes, criava um som. O som da lucidez perdida em mim.

Pareciam dois animais feridos…
Um em pranto e outro em festa.


Foi então que entre o contorcer de toda a vaidade no vampiro em mim, sinto emergir o meu cavalo branco.
Aquele que traz no dorso a chave de todos os momentos.
Confuso, estranhamente confuso…dançava em mim ao som do teu silêncio.
Percorria espaços ao ar livre e sentia o vento a soprar-me os cabelos.

Quem és tu?…quem és tu a quem mostrei, de imediato, tanto…
Quem és tu que, na sombra de ti mesmo se prefere escondido, mas que carrega tantos diamantes nos bolsos?

Soltaram-me em cavalo branco e agora corro ao sabor do vento.

Sigo o vento que vem de norte porque ainda me lembro onde nasce o sol.
Sinto o cheiro a chocolate e aguardo o saber quem és.