domingo, fevereiro 25, 2007

A felicidade...


" A felicidade não está no que acontece mas no que acontece em nós desse acontecer. A felicidade tem que ver com o que nos falta ou não na vida que nos calhou. Devo dizer-te que me não falta nada, quase nada."

Vergílio Ferreira, in Nome da Terra

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

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Pasión


No me olvides
yo me muero
Amor
mi vida es sufrimiento
Yo
te quiero en mi camino
Por vos
cambiaba mi destino

Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos.

Tengo
un corazón penando
Yo sé
que vos lo está escuchando
Con
mil lágrimas te quiero
Pasión
sos mi amor sincero

Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos


Rodrigo Leão

domingo, fevereiro 18, 2007

Butterfly Effect


...and the color will be pink.

Como cegos



"E hoje percebi que ainda te amo.
Hoje assumiste que ainda me amas.
Hoje percebemos que o amor que afogamos cobardemente ainda subrevive a nós mesmos.

Os corpos que assumimos e os quartos distintos que acolhemos como novos não conseguem calar, a tempo inteiro, os gemidos deste sentimento só nosso.

A voz da consciência tudo nos varre e a força dos nossos braços em tudo se gasta neste suicídio líquido a que entregamos a nossa história.

Todos os filmes parecem falar de nós… todas as músicas parecem cantar-nos.
E só nós, os cegos, empenhados em cumprir o dever, não percebemos que ali existe. Um fragmento a descoberto que um dia, talvez um dia, nos traga de volta aquilo que fomos e nos varra a nós do amor que hoje fugimos, e que nunca deveria ter sido afogado.

Que o tempo nos sare as feridas em aberto. O âmago deste sofrimento tão coberto de mantos de veludo.
Que no regresso todos os diamantes tenham caído por terra… e que brilhem apenas os reais, os que reflectem a força e a vida deste, que embora fora de tempo, o tempo encarregará de nos mostrar ser o nosso amor.

Hoje deito-me sozinho porque já mais nenhum corpo estranho aguento para cobrir a dor.
Hoje deito-me no frio onde morrerei com a esperança de te ouvir acordar-me.

Talvez um dia… sem saber, “talvez”.

Amo-te… e como cego, com dor, nunca te o disse. "

18 Fev.2007

domingo, fevereiro 11, 2007

Morremos


"Deixa-me ir e nem te atrevas a ver-me morrer."

E esta foi das últimas coisas que me disseste quando vieste, de passagem, a este que um dia já foi o nosso condado.
Mas se ao menos me tivesse sido dada a hipótese de escolher entre a tua vontade e a minha... foda-se, que merda de perfeição esta naquilo a que nos habituamos a chamar de vida.

Ainda não consigo escrever o que tanto penso sobre tudo isto...

A imagem do teu corpo solitário, algures num quarto de hotel qualquer, a morrer em silêncio sobre uma mancha encaranada... tornou-se demais para mim.
Um dia voltarei...prometo.
Mas hoje não, ainda sinto o teu sangue no meu nariz e o sabor da droga que te consumiu.