...
porque quando eles me dizem que eu posso descansar mas ficam a olhar para mim, com as máquinas prontas, os flashes, os seus olhares cheios de lascívia, as línguas a espreitar nas bocas, o suor dos pensamentos menos terrenos, eu pergunto-me: cumpro as espectativas?Não sou eu, é o meu corpo.
e por isso Não tenho mais nada a dizer, os poemas morreram. Aquilo que morreu não me faz falta. Sou o actor que represnta, sem o saber, a sua própria morte.
Vou tentar refazer o Universo.
Norma Jean Al Berto
...e assim me despeço com um até sempre no virar desta última página, deste imenso continente em que vivi aqui.
Tenham uma vida plena...sorriam.
sexta-feira, março 02, 2007
domingo, fevereiro 25, 2007
A felicidade...
terça-feira, fevereiro 20, 2007
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Pasión

No me olvides
yo me muero
Amor
mi vida es sufrimiento
Yo
te quiero en mi camino
Por vos
cambiaba mi destino
Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos.
Tengo
un corazón penando
Yo sé
que vos lo está escuchando
Con
mil lágrimas te quiero
Pasión
sos mi amor sincero
Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos
Rodrigo Leão
domingo, fevereiro 18, 2007
Como cegos
"E hoje percebi que ainda te amo.
Hoje assumiste que ainda me amas.
Hoje percebemos que o amor que afogamos cobardemente ainda subrevive a nós mesmos.
Os corpos que assumimos e os quartos distintos que acolhemos como novos não conseguem calar, a tempo inteiro, os gemidos deste sentimento só nosso.
A voz da consciência tudo nos varre e a força dos nossos braços em tudo se gasta neste suicídio líquido a que entregamos a nossa história.
Todos os filmes parecem falar de nós… todas as músicas parecem cantar-nos.
E só nós, os cegos, empenhados em cumprir o dever, não percebemos que ali existe. Um fragmento a descoberto que um dia, talvez um dia, nos traga de volta aquilo que fomos e nos varra a nós do amor que hoje fugimos, e que nunca deveria ter sido afogado.
Que o tempo nos sare as feridas em aberto. O âmago deste sofrimento tão coberto de mantos de veludo.
Que no regresso todos os diamantes tenham caído por terra… e que brilhem apenas os reais, os que reflectem a força e a vida deste, que embora fora de tempo, o tempo encarregará de nos mostrar ser o nosso amor.
Hoje deito-me sozinho porque já mais nenhum corpo estranho aguento para cobrir a dor.
Hoje deito-me no frio onde morrerei com a esperança de te ouvir acordar-me.
Talvez um dia… sem saber, “talvez”.
Amo-te… e como cego, com dor, nunca te o disse. "
18 Fev.2007
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